Quanto maior a operação, mais complexo fica o faturamento
Líder na América Latina em saúde suplementar, um grande player da saúde reúne milhões de beneficiários e mais de 100 mil empresas clientes. Uma escala que cresceu ainda mais com uma estratégia contínua de aquisições: a cada nova empresa incorporada, vieram novos contratos, regras de faturamento e sistemas legados (que continuavam operando normalmente), ampliando a complexidade de uma operação que já processava milhões de faturas todos os meses. O crescimento do negócio, naturalmente, também multiplicou os pontos de integração e as possibilidades de falha.
E havia um desafio adicional: quando um erro surgia, nem sempre era possível encontrá-lo dentro da própria operação. O sintoma aparecia em um lugar; a causa, em outro. A equipe precisava percorrer uma cadeia cada vez mais complexa para descobrir onde, de fato, o problema havia começado. E, na classificação da companhia, as falhas mais sensíveis eram aquelas que impediam o faturamento.
Foi nesse ponto que a companhia decidiu mudar de abordagem: ela foi até a fonte do problema. Junto com a LIAX, sua parceira de tecnologia há mais de 10 anos, a companhia fez engenharia reversa das falhas: rastreando, sistema por sistema, onde exatamente o dado se quebrava.
Hoje, o efeito positivo na operação é visível:
A redução das falhas que impediam o faturamento passou de 86%. Em números:
- 7x menos faturas com falhas sensíveis
- 8h para 45 minutos na correção
- +1.000 horas devolvidas ao time
A decisão: ir até onde o erro surgia
Na prática, a crítica foi direcionada para o lugar certo. Inconsistências que antes só aconteciam na hora de faturar — como uma divergência cadastral — passaram a ser identificadas e tratadas logo na entrada. Ao atuar direto no motivo inicial da inconsistência, o faturamento deixou de receber esses erros, ganhando muito mais agilidade, precisão e presteza no ciclo de cobrança.
A operação conta hoje com:
- Engenharia reversa das falhas
- Análise automática de erros
- Estornos automatizados
- Autonomia operacional
Os estornos, por exemplo, deixaram de exigir intervenção manual: quando o sistema identifica uma cobrança gerada indevidamente, a reversão acontece sozinha, sem passar pela fila do time.
A diferença entre as duas abordagens aparece no tipo de trabalho que sobra para as pessoas. Corrigir manualmente consome as mesmas horas todo mês, indefinidamente. Eliminar onde o erro nasce devolve essas horas.
O ponto de partida do erro, não o sintoma
O case reforça uma lição que vale para qualquer operação em escala: corrigir sintomas resolve o problema daquele dia, mas não impede que ele volte. Sustentar um crescimento saudável exige encontrar e eliminar onde o erro surge.
O que definiu o resultado não foi um sistema mais robusto, mas o empenho em rastrear, cada vez mais, a falha até o ponto exato em que ela aparecia, antes de automatizar a correção. É esse rastreamento ponta a ponta — e não apenas a tecnologia aplicada — que separa uma correção pontual de uma solução definitiva.
“O que diferencia uma correção de uma solução é a disposição de rastrear e identificar por que cada falha acontece, mesmo quando isso exige mais tempo do que resolver o sintoma. Esse rigor no diagnóstico é o que transforma automação em resultado sustentável.”
Cléo Paula, CEO da LIAX
Sobre a LIAX
A LIAX é uma consultoria de tecnologia especializada em integração de sistemas, governança de dados, automação de processos e infraestrutura de agentes de IA para grandes organizações dos setores de educação, saúde, indústria e infraestrutura.





